Stéphanie Azevedo cria oficina para preparar mulheres para audiências na Justiça de Família
A advogada Stéphanie Helen Cortez de Azevedo, conhecida profissionalmente como Stéphanie Azevedo e nas redes sociais como @advogoparaelas, desenvolveu a Oficina de Audiência, um projeto voltado à preparação jurídica e emocional de mulheres que enfrentarão audiências, especialmente em processos de Direito de Família.

Stéphanie Azevedo cria oficina para preparar mulheres para audiências na Justiça de Família
A advogada Stéphanie Helen Cortez de Azevedo, conhecida profissionalmente como Stéphanie Azevedo e nas redes sociais como @advogoparaelas, desenvolveu a Oficina de Audiência, um projeto voltado à preparação jurídica e emocional de mulheres que enfrentarão audiências, especialmente em processos de Direito de Família.
A iniciativa surgiu a partir de sua vivência prática na advocacia, após presenciar mulheres perderem credibilidade, direitos e até guarda de filhos por falta de preparo — não por ausência de verdade, mas por desorganização emocional e desconhecimento do funcionamento da audiência.
Segundo Stéphanie, a audiência é um dos momentos mais decisivos do processo, pois é quando a parte deixa de ser apenas um conjunto de documentos e passa a ser vista, ouvida e avaliada diretamente pelo juiz. Nesse contexto, postura, clareza, coerência, controle emocional e forma de comunicação podem ter impacto tão relevante quanto as próprias peças jurídicas.
Entre os erros mais comuns observados em pessoas despreparadas estão falar em excesso ou em escassez, apresentar contradições, reagir emocionalmente, transformar o depoimento em desabafo ou agir como se estivesse em uma conversa informal. Para a advogada, compreender o papel real da audiência faz com que a pessoa deixe de se defender emocionalmente e passe a se posicionar de forma estratégica e jurídica.
A oficina atende principalmente mulheres envolvidas em processos de guarda, pensão, convivência, divórcio, violência doméstica e medidas protetivas, com foco na preparação anterior à audiência — etapa considerada essencial, já que erros cometidos nesse momento podem ser irreversíveis.
O projeto aborda audiências de conciliação, mediação, instrução e julgamento, oferecendo orientação sobre organização de fatos, formulação de respostas, controle do nervosismo, linguagem verbal e não verbal, postura, tom de voz, pausas, olhar e comportamento diante do juiz. Também são explicados os trâmites do processo na Vara de Família, desde a distribuição até o trânsito em julgado.
Além da preparação técnica, a oficina trabalha o aspecto emocional, ajudando participantes a reduzir ansiedade e insegurança. Para Stéphanie, o nervosismo pode comprometer depoimentos, gerar exageros, omissões ou respostas impulsivas, enfraquecendo a narrativa da parte e prejudicando sua credibilidade.
A advogada destaca que o projeto não substitui o trabalho do advogado, mas o complementa, fortalecendo a relação entre cliente e defensor ao ampliar o entendimento do processo, aumentar a confiança na estratégia jurídica e promover maior consciência sobre o próprio papel na audiência.
Os resultados relatados por participantes incluem menos ansiedade, mais clareza, melhor desempenho, maior segurança e sensação de controle. Para Stéphanie, a Oficina de Audiência é uma ferramenta de educação jurídica e empoderamento feminino, baseada em valores como ética, verdade, responsabilidade, escuta e autonomia.
“Audiência não é conversa informal. Não se improvisa quando o que está em jogo é a sua vida, seus filhos e os seus direitos”, afirma.
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